quinta-feira, 28 de abril de 2011

Låt den rätte komma in



Hoje vou falar de um filme que não é nenhuma novidade, já que ele é de 2008, mas mesmo tendo sido lançado há certo tempo não é tão conhecido. O título do filme em português é “Deixe ela entrar”. Importante lembrar que vou falar aqui sobre a versão sueca, e não do remake americano que foi lançado no inicio desse ano.

O filme retrata a historia de Oskar, um solitário menino de 12 anos, que conhece Eli. Estaria tudo bem se ela não fosse uma vampira. E não, não é uma história no estilo Crepúsculo. Nesse caso vampiros se alimentam sim de sangue humano. E a grande sacada do filme é como ele consegue retratar esse lado sombrio da personagem de uma forma delicada. Você não consegue assistir o filme e ver a Eli como uma vilã.

Além disso, a fotografia do filme é de extrema importância para a composição desse clima. Cenários muito brancos, repletos de neve, personagens também de pele muito clara, dão um toque gélido, sombrio, e belo à produção.

Ao longo do filme a relação entre Oskar e Eli vai se fortalecendo. Tal relação se desenvolve de uma maneira muito inocente, sendo, a meu, ver, mais uma amizade muito forte que um romance propriamente dito.

Enfim, creio que esse é um filme que todos deveriam assistir, seja lá qual for seu gênero preferido de filme. Para ter uma ideia melhor, vejam o trailer:

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tirinhas - Profundas, nonsense e nem sempre engraçadas

Esta é minha primeira colaboração pro blog, então procurei algum assunto que já não tivesse passado por aqui. Escolhi três sites de quadrinhos “diferentes” sobre os quais eu queria escrever. Recomendo a visita. =)





Desenhado por David Hellman e escrito por Dale Beran, quando conheci as tirinhas, eles já haviam parado, ambos ocupados com seus próprios projetos paralelos. O arquivo do site ainda assim compensa uma visita: as tirinhas semi-autobiográficas seguem uma ordem cronológica, começam com os próprios autores decidindo lançar um webcomic, e vão gradualmente virando um delírio nonsense dos dois, a medida que as experiências e frustrações do cotidiano – incluindo, principalmente, as experiências e frustrações do próprio desenvolvimento artístico – vão tomando reflexos cada vez mais alegóricos na fantasia roteirizada por Dale e esculpida com os traços e cores oníricos de David. A lista de personagens inclui desde amigos e familiares reais dos autores a um cachorro fantasma e nuvens conscientes que invejam a vida efêmera dos seres humanos. A estranheza das tirinhas, vem, muitas vezes, de questões completamente bobas sendo frequentemente abordadas através de um pessimismo fantasioso, quase como num vídeo do PC Siqueira, com referências filosóficas/literárias inesperadas aperecendo aqui e ali, meio que perdidas no meio da bobagem. Pra que faça pelo menos um pouco de sentido, recomendo ler na ordem de publicação do arquivo.


O PBF começou como tirinha de um jornal de universidade, e hoje é também webcomic (apesar de atualizações serem muito raras por lá agora: em 2 anos que conheço o site, só vi 3 tirinhas novas serem postadas). As tirinhas variam do humor negro ao surreal, passando por histórias meramente absurdas, sendo todas elas independentes umas das outras, e praticamente não havendo personagens fixos. O traço de Nicholas Gurewitch também varia muito de uma história pra outra, mas é marcado por algumas características bastante recorrentes: as tirinhas de temática aparentemente mais lúdica, são geralmente as mais chocantes no final. Apesar de uma visível precisão nos desenhos quando quer, Gurewitch também opta, na maioria das vezes, por desenhar as pessoas nas suas histórias de forma pouco detalhada, quase rascunhos, como bonecos idênticos moldados do mesmo marshmallow, contrastando com seus belos robôs, alienígenas viscerais, animais fofinhos e paisagens imaginárias, como o Inferno, ou uma Terra ancestral onde dinossauros inteligentes decidem que seu avançadíssimo império já foi longe demais.


Do brasileiro Ricardo Yoshio Okama Tokumoto – RYOT – é, na minha opinião, o site com as tirinhas mais belas (e não estou falando só do traço, claro) feitas no Brasil. Frequentemente reclamando, não só nos posts que acompanham os desenhos, mas nas próprias tirinhas, dos prazos ou às vezes de uma repentina falta de inspiração (sempre contornada) o autor, que até pouco tempo ainda era estudante, consegue fazer o leitor se interessar pela prórpia produção dos quadrinhos. Mas RYOT não se limita a histórias autobiográficas, embora tirinhas tradicionais dificilmente seja o que você encontra por lá: muitas vezes sequer chegam a ser “histórias”, podem ser só uma epifania do autor, ou uma desculpa para fazer referências secretas a uma música do R.E.M., ou ainda, algo que remeta ao absurdo e o pessimismo do Perry Bible Fellowship e do A Lesson Is Learned, mas sempre dotado de uma sensibilidade raramente encontrada assim, misturada tão homgeneamente com um talento do tamanho do de RYOT.

domingo, 24 de abril de 2011

Eu te apresento a larica dos muleke

Hoje meu post é em homenagem a nova obra prima da música brasileira. É muita poesia, profundidade, tem todo um cunho social, e etc. Não sei se eu que sou retardada mesmo, mas ri muito. "Tô com fomê, quero leitê."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Goodbye Lullaby




Vou confessar pra vocês que perdi um pouco da pratica de blogar. Então pensei, pensei, até achar um assunto que eu pudesse tratar aqui. Bom, não é nenhuma novidade, mas resolvi falar sobre o “novo” álbum da Avril Lavigne. O “Goodbye Lullaby” já vazou na internet a cerca de dois meses, mas aposto que muitos de vocês ainda não ouviram.

Depois do fiasco que foi o “The Best damn thing” a cantora perdeu bastante credibilidade, então para recuperá-la “Goodbye Lullaby” teria que ser fantástico. Bem, ele não é tudo isso, mas não há dúvidas de que ele é muito melhor que o disco anterior. As letras são um tanto quanto melancólicas e com uma “leve” pitada de dor de cotovelo. Reflexo do término com Deryck Whibley? Bem provável...

Para quem é fã da canadense, vale a pena dar uma conferida, mesmo não sendo um novo “Let Go”, nem um “Under My Skin”. Eu, particularmente, passei dias e dias ouvindo o álbum no repeat.

AQUI vai um link pra download (eu não baixei pra ver se tá tudo certinho, então qualquer coisa me desculpem)

Estou de volta. De novo.

Como vocês podem perceber, meu ultimo post foi sobre o ENEM, o que quer dizer que ele foi feito muuuuito tempo atrás. Falar que eu ando sem tempo seria uma mentira imperdoável, já que minhas aulas da faculdade só começam em agosto e eu estou numa espécie de estado vegetativo desde janeiro. Então não sei o que me deu, mas acho que é hora de reviver isso aqui (de novo).

Vou tentar achar coisas interessantes para contar para vocês, ou na pior das hipóteses posso contar como é o dia a dia de uma pessoa que está de férias há cerca de quatro meses, e ainda tem alguns pela frente. Bom, e como alguns de vocês devem saber, inicio de maio farei um intercambio de dois meses no Canadá, então a partir de maio terei mais assunto. Juro que vou tentar levar meu projeto a sério e fazer uma “cobertura” legal da viagem para vocês (como se muita gente tivesse interessada em saber).
 
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