sexta-feira, 17 de junho de 2011

Outro lado de Vancouver

A última quarta em Vancouver era para ser apenas um dia de união, no qual toda a população da cidade estaria torcendo pelo mesmo objetivo: a vitória do Canucks na final da Stanley Cup. Mas não foi bem isso que aconteceu. Após a derrota (sendo o placar Boston 4x0 Canucks), algumas pessoas resolveram começar uma bagunça sem fim. Cerca de 14 carros foram incendiados, incluindo duas viaturas policiais, ocorreram incontáveis brigas, vidros de lojas foram quebrados, algumas lojas saqueadas, dentre outros danos.

A pergunta que fica é: onde está a coerência em destruir sua própria cidade porque o time de hockey perdeu o campeonato? E falar que foi devido à frustração pela derrota é uma desculpa estúpida, até porque algumas pessoas usaram coquetéis molotov, o que mostra que já havia o intuito de iniciar incêndios, independente do resultado.

E outra coisa surpreendente é que essa não é a primeira vez que isso acontece. A mesma situação ocorreu em 1994, quando o Canucks também perdeu a Stanley Cup no jogo sete. Sendo assim, todos imaginavam que a revolta poderia se repetir. O investimento em segurança foi maior, mas definitivamente não foi o suficiente. Enfim, esse foi um dia que eu gostaria de não ter presenciado.







Por outro lado, com a ajuda de voluntários, grande parte da bagunça já tinha sido organizada hoje a tarde, que foi quando eu fui ao centro. Alguns lugares ainda estavam sendo lavados, e ainda havia várias lojas com tábuas no lugar dos vidros que foram quebrados. Nessas tábuas, várias pessoas escreveram sua mensagem de apoio e também de indignação. Isso mostra que Vancouver é muito mais que o tumulto de ontem.





segunda-feira, 13 de junho de 2011

Enfim, o intercambio



Bom, prometi um post sobre minha viagem, e depois de cinco semanas em Vancouver, ainda não o fiz. Então vamos ver se dessa vez sai alguma coisa.

Primeiramente, passar umas 24 horas entre aviões e aeroportos não é uma atividade muito divertida. E como uma boa marinheira de primeira viagem, não dormi nada durante o voo. Ou seja: cheguei à casa de desconhecidos que teriam que me abrigar por dois meses, parecendo um zumbi.

Mas apesar disso, a minha primeira impressão da casa e da família foi boa, e continua sendo. Os pais são muito simpáticos, e as crianças... Bem, são crianças, então elas tem aqueles momentos de pirraça, gritar, espernear, mas fora isso, são simpáticos também. E a comida, é claro que não chega aos pés da mineira, mas dá para sobreviver bem. E não vou mentir, fico bem feliz quando o cardápio é hambúrguer com batata frita!

E claro, não seria eu se eu não tivesse me perdido pelo menos uma vez. Ou teria sido uma e meia? Uma vez eu desci do ônibus, achei que tinha que virar a esquina que chegaria à minha rua, mas me enganei... Fui pedir informação e falei o nome da rua errado, e depois de ligar para o número de informação da companhia de transportes, e ficar “meia hora” até conseguir falar o nome certo da rua, descobri que eu só tinha que andar dois blocos e virar à direita. E na segunda vez, peguei o ônibus pra direção oposta da rua, mas me dei conta disso sozinha depois de alguns minutos, então acho que só conta como meia vez.

Depois da confusão dos primeiros momentos, deu pra conversar com várias pessoas de diversos lugares do mundo (apesar dos coreanos e outros asiáticos serem maioria na minha escola). Mas na hora de sair à noite, e aproveitar para enturmar mais, eu encontro um “pequeno” obstáculo: a maioridade em Vancouver, que é 19. E para a minha infelicidade, eu fiz 18 no dia que cheguei aqui. Parece ser um detalhe bobo, mas isso tem me incomodado imensamente aqui. E por isso, quando eu voltar para o Brasil, aceito (quase) todos os convites para ir pra bares, festas e afins! Fica a dica!

Quanto ao aprendizado, meu tempo aqui é curto, então acho que o que eu mais aprendi nesse tempo é a ter confiança para falar. É claro que também adquiri mais vocabulário, e um pouco de gramática, mas com apenas dois meses aqui não acho que eu vá adquirir muito mais conhecimento nesse campo.

Enfim, Vancouver é uma cidade ótima, linda, com um sistema de transportes organizado, pessoas muito educadas, mas eu esperava mais dessa experiência de intercambio. A culpa não é da cidade, mas minha. Se eu pudesse voltar atrás, teria escolhido um país/estado onde a maioridade é 18 anos. E meu conselho aos menores de idade que pretendem viajar para Vancouver é: aguardem até fazer 19 anos, ou escolham outro destino.
 
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